Extensão



Ações integradas de extensão rural em comunidades tradicionais do semiárido e da Amazônia oriental: medidas de planejamento e 
gestão ambiental para o fortalecimento da agricultura familiar.

Bolsista: Ananda Paula Rodrigues Ferreira
Coordenador: Edson Vicente da Silva (Cacau)


O projeto pretende desenvolver pesquisas e atividades de extensão rural nos setores litorâneos do Ceará que possuem, como principal característica, a presença de povos e comunidades tradicionais que subsistem, basicamente, dos recursos naturais disponíveis, como pescadores, extrativistas e agricultores familiares. A comunidade selecionada foi a de Mundaú, residente no estuário do rio Mundaú (litoral oeste, município de Trairi). O litoral do Ceará, em sua extensão de 573 km, apresenta variações em sua constituição paisagística que são decorrentes de algumas diversificações das condições naturais e das distintas formas de uso do solo. Historicamente, foi a primeira região do estado do Ceará a ser ocupada pelos colonizadores portugueses e holandeses, recebendo, portanto, de forma inicial, grandes transformações de seu conjunto paisagístico. Em função da favorável disposição geográfica e da amenidade climática em relação ao quadro de semiaridez predominante no restante do território cearense, o litoral, atualmente, é a região mais densamente povoada e onde se encontra situada a cidade de Fortaleza, capital do Estado. Na região do estuário do rio Mundaú existe uma Unidade de Conservação (UC´s), pertencente ao grupo de Uso Sustentável: Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Mundaú, 1.596,37 ha, Decreto Estadual n. 24.414 de 29 de março de 1999. A APA do Rio Mundaú caracteriza-se por possuir belezas paisagísticas ímpares, com extensos campos de dunas móveis e regiões estuarinas colonizadas por manguezais, apresentando destaque cênico em relação ao restante da região. Contudo, o processo histórico de ocupação e transformação do litoral cearense vem, ao longo dos tempos, ocorrendo de forma desregrada. Desde o final da década de 1980, a especulação imobiliária, a abertura de novas estradas e o desenvolvimento do turismo de massa unido ao crescimento desmesurado dos núcleos populacionais litorâneos têm causado sérios impactos socioambientais, trazendo à paisagem natural e às populações tradicionais intensos processos de degradação ambiental. Nesse contexto o projeto pretende desenvolver ações que contribuam para o desenvolvimento comunitário, planejamento e educação ambiental.




IDEIA – Interações Didáticas para Educação Indígena e Ambiental

Bolsista: Beatriz Santos de Souza
Coordenador: Edson Vicente da Silva (Cacau)

 
Os sistemas de informações voltados para educação como um todo, tem evoluído de forma significativa e progressiva, utilizando principalmente a informática como meio de comunicação. Apesar deste avanço na forma de comunicação, dentro das estratégias didáticas constata-se que essas formas Pedagógicas não têm alcançado de forma homogênea as escolas indígenas diferenciadas e escolas públicas nas comunidades tradicionais e periféricas. Nesse sentido o projeto busca contribuir para uma maior dispersão e absorção das novas tecnologias aplicadas na Educação Indígena e Ambiental, com intuito da difusão da inserção de uma nova Pedagogia utilizando os recursos digitais, a extensão levará até as comunidades indígenas e urbanas periféricas, a metodologia de elaboração de material didático digital, efetivação de oficinas de informática, Educação Ambiental e exposições temáticas áudio visual de acordo com os problemas vivenciados nos locais de atuação do projeto.



MANGROVE – Educação Ambiental em Áreas de Manguezal

Bolsista: Anderson da Silva Marinho
Orientador: Antônio Jeovah de Andrade Meireles



Os Manguezais são responsáveis por funções significativas na produção pesqueira na zona costeira, sendo fundamentais para o desenvolvimento de atividades socioeconômicas associadas à pesca artesanal e exploração sustentável dos recursos renováveis costeiros, ocupando uma fração significativa do litoral brasileiro. Este ecossistema desempenha papel fundamental na estabilidade da geomorfologia costeira, na conservação da biodiversidade e na manutenção de recursos pesqueiros, geralmente utilizável pela população local. Baseado nessas propriedades, a legislação brasileira considera as áreas de manguezal como áreas de preservação permanente (APP).   Entretanto, apesar dos esforços para sua conservação, os manguezais encontram-se permanentemente ameaçados por diversas atividades humanas desenvolvidas, tanto no litoral, quanto no interior. Os manguezais apresentam elevada fragilidade frente aos processos naturais e às intervenções humanas na zona costeira, sobretudo áreas que estão expostas ao processo acelerado de ocupação da zona costeira, que inclui a carcinicultura e a expansão urbana, dentre outras atividades, resultam em pressões ambientais permanentes sobre esses ecossistemas. O manejo dos manguezais depende diretamente das características peculiares de cada um deles, devendo obedecer a um planejamento básico que vise à manutenção do equilíbrio ecológico desses ecossistemas. Dentre as atividades e usos recomendáveis para estes ecossistemas, destacam-se a pesca de subsistência, o desenvolvimento de atividades turísticas, recreativas, educativas e pesquisa científica. Neste sentido, ações de educação ambiental em áreas de manguezais são atividades imprescindíveis para conservação e manejo do ecossistema manguezal.



Museu de Ciências Ambientais Mundo Livre

Bolsista: Inês Ribeiro dos Santos

Coordenador: Edson Vicente da Silva (Cacau)



O Museu Mundo Livre, foi criado em Junho de 2002, desenvolvido no Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará, estando integrado ao Laboratório de Geoecologia da Paisagem e Planejamento Ambiental – LAGEPLAN. A partir do desenvolvimento das atividades de extensão universitária procura-se beneficiar não só os estudantes do curso de Geografia, como também estudantes de outros cursos da Universidade e de escolas, e em especial, pessoas de comunidades estuarinas onde o LAGEPLAN desenvolve suas atividades. O projeto auxilia e facilita os estudos realizados sobre o ecossistema manguezal e possibilita o fomento da discussão e conscientização acerca da temática ambiental. Além dos materiais representantes do ecossistema manguezal, o acervo do museu Mundo Livre é composto de peças artesanais indígenas, materiais didáticos sobre cultura africana e fósseis. Enfatiza-se que esse projeto extensionista atualmente é caracterizado como um espaço aberto às discussões e atividades que já vem integrando a universidade com outros segmentos da sociedade. 


Sala Verde Água Viva

Bolsista:  Victória do Nascimento Viana 
Coordenador: Antônio Jeovah de Andrade Meireles


A necessidade de uma crescente disseminação de informações acerca da problemática ambiental, um conhecimento em construção, demanda esforço para o fortalecimento de visões integradoras que, centradas no desenvolvimento sustentável, estimulem uma reflexão sobre a diversidade e a construção de conhecimentos em torno das relações sociedade-natureza, dos impactos ambientais globais e locais e das relações ambiente-desenvolvimento. Nessa perspectiva apresenta-se a importância do projeto Sala Verde Água Viva que ao contribuir na disseminação de informações sociais e ambientais, através de cursos, oficinas, palestras e cines salas verdes nas escolas públicas de vários municípios de Ceará, na UFC e nas comunidades tradicionais cearenses, promove nesses sujeitos contemplados pelo projeto uma compreensão essencial do meio ambiente, da interdependência dos problemas e soluções e da importância da responsabilidade de cada um na construção de uma sociedade planetária mais igualitária e ambientalmente sustentável. Além disso, a implantação do Projeto Sala Verde Água Viva propiciará uma maior afluência da comunidade em geral para o interior da Universidade, beneficiando-se de uma estrutura e dos conhecimentos científicos nela desenvolvidos e de um acervo bibliográficos especializado em Educação Ambiental, despertando nos jovens das comunidades e escolas públicas envolvidos no projeto um maior interesse por conseguir seus estudos em nível superior.






Salas Interativas e Ações Comunitárias: estratégias de Desenvolvimento Local em Terra Indígena no Ceará.
Projeto Concluído.
Coordenador: Edson Vicente da Silva (Cacau)

O projeto tem como objetivo principal contribuir para o enriquecimento das discussões sobre a temática ambiental e o desenvolvimento comunitário em Terra Indígena no Ceará, por meio de atividades que levem à sustentabilidade socioambiental e, com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão da UFC, desenvolve ações em comunidades indígenas desde 2009, dentre elas as tribos dos Jenipapo-kanindé e dos Pitaguary. O projeto tem como metodologia a integração por meio da Educação Ambiental e da pesquisa-ação e participativa das diferentes linhas de atuação, onde se realiza uma conexão entre as vertentes dos saberes tradicionais e do conhecimento técnico-científico, propiciando uma melhoria das condições socioambientais nas Terras Indígenas, através do desenvolvimento de estratégias locais que visam o desenvolvimento comunitário sustentável e a capacitação de agentes multiplicadores.

PROJETA – Elaboração de Projetos e Inclusões Tecnológica em Áreas Rurais no Ceará.
Projeto Concluído.

PROJETA – Elaboração de Projetos e Inclusões Tecnológica em Áreas Rurais no Ceará é desenvolvido por alunos do curso de Geografia da Universidade Federal do Ceará, no município de Beberibe no Estado do Ceará. As principais linhas de atuação do projeto são: elaboração de projetos sociais, desenvolvimento tecnológico, enriquecimento cultural e educação ambiental. Essas quatro linhas de atuação, apesar de apresentarem uma diversidade temática, são desenvolvidas de forma conjugada, tendo o desenvolvimento da comunidade como foco principal e também o de tornar os jovens agentes multiplicadores nas suas localidades de origem. 


     Agroecologia e Educação Ambiental para o Desenvolvimento Sustentável: Estratégias para a Melhoria da Qualidade de Vida e Conservação Ambiental, Coqueiro do Alagamar, Pindoretama - Ceará.
Projeto Concluído.
Coordenador: Edson Vicente da Silva (Cacau)

O projeto de Agroecologia e Educação Ambiental atende à Comunidade Coqueiro do Alagamar localizada no município de Pindoretama no estado do Ceará. O projeto tem como objetivo geral desenvolver alternativas de produções sustentáveis através da sensibilização ambiental e de práticas ecopedagógicas e agroecológicas, de modo a contribuir para o desenvolvimento comunitário, para a melhoria da qualidade de vida e para a gestão ambiental local.Os objetivos específicos atingidos são: Direcionar encaminhamentos e ações concretas como alternativas de gestão ambiental, através da Arte, Educação Ambiental e da Agroecologia; Contribuir para a construção de alternativas econômicas menos impactantes para o meio ambiente e oferecer subsídios para a comercialização dos produtos primários e manufaturados produzidos durante os cursos e oficinas. Com as ações desenvolvidas houve resultados como produção de uma horta orgânica comunitária.O projeto possui vinculo com a Universidade Federal do Ceará e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Pesquisa).

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